Quarenta e sete anos depois do 25 de Abril de 1974, em contexto de restrições às Liberdades e Direitos Fundamentais, vários movimentos, organizações e partidos juntam-se à frente da Assembleia da República, no Parque Eduardo VII, na Praça do Comércio, na Avenida dos Aliados no Porto ou na Avenida da Liberdade em Lisboa, para comemorar a data, protestar contra a corrupção, ou defender a Constituição contra o “estado policial”.

À frente do Parlamento, vão acontecer quatro manifestações, às 10h, 11h e 15h. Pela manhã, a manifestação organizada pelo partido RIR – Reagir, Incluir, Reciclar – intitulada “Concentração Contra a Corrupção”, “convida todos os portugueses e todos os partidos políticos” que estão “cansados da corrupção generalizada e da impunidade decorrente da falta de eficácia do sistema judicial”.

Vitorino Silva, dirigente do partido RIR, ao Notícias Viriato, diz que a manifestação é para “alertar que a democracia está em perigo” e que “o povo está atento”.

De seguida temos a manifestação organizada pelo Movimento Defender Portugal (MDP) chamada “Mudar Portugal” e o Movimento Democracia XXI com o mote “Manifestação Contra a Corrupção”, ambas em frente da Assembleia da República.

Sofia Afonso Ferreira, dirigente do Movimento Democracia XXI e candidata à Câmara Municipal de Lisboa, em declarações ao Notícias Viriato diz que está a organizar as manifestações em Lisboa e no Porto (Avenida dos Aliados), na sequência do caso Marquês: “Não estamos satisfeitos com o desfecho, mas a corrupção é muito mais abrangente e do que neste caso. Estamos péssimos nos rankings europeus, não cumprimos nem metade das recomendações contra a corrupção da União Europeia. Temos um longo trabalho a fazer e por isso é que organizámos esta manifestação apartidária.”

A plataforma apartidária Cidadania XXI criada recentemente para defender a Liberdade e os Direitos Fundamentais nos tempos da Covid-19, organizou para dia 24 de Abril uma vigília à frente da AR pelas 22h, e no dia 25 um programa no Parque Eduardo VII, que começa com um piquenique, conta com a presença de Joana Amaral Dias, Paulo Morais e Diogo Cabrita, e termina com um desfile na Avenida da Liberdade.

António Jorge Nogueira, dirigente da associação, disse ao Notícias Viriato que a manifestação tem como propósito “reunir cidadãos que se sintam desapontados com o actual estado da democracia e o actual estado de cultura de valores da sociedade. Somos críticos das medidas, dos confinamentos, e a falta de equilíbrio das medidas”.

A Iniciativa Liberal, depois de ser excluída no desfile na Avenida da Liberdade pela comissão promotora da Associação 25 de Abril, liderada pelo “Capitão de Abril”, Vasco Lourenço, decidiu criar o seu próprio desfile no mesmo local, pelas 15h.

No dia 25 também existirá uma manifestação às 15h na AR, organizada pela página “Por um Portugal diferente”, e na Praça do Comércio, à mesma hora, um protesto contra a decisão instrutória da Operação Marquês, intitulado Rua 25.

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