O balanço de Julho de 2021 é negativo comparativamente ao mesmo mês do ano passado, tanto em mortes como em novos casos atribuídos à Covid-19, apesar da maioria da população portuguesa estar vacinada.
No ano de 2020, Julho terminou com 158 novos óbitos com teste positivo ao SARS-CoV-2, quando nenhuma vacina ainda tinha sido administrada em Portugal, já que as primeiras só começaram a ser administradas 5 meses depois, a partir de 27 de Dezembro.
Ao fim de 6 meses, a 4 de Julho de 2021 aproximadamente 9.4 milhões de vacinas foram administradas. Com 5.7 milhões de primeiras doses e 3.7 milhões de segundas, a maioria da população (56%) iniciara o processo de vacinação e uma larga minoria (36%) já tinha a chamada vacinação completa. No final do mês, estes números aumentaram significativamente. Com cerca de 12.9 milhões de vacinas administradas, a 1 de Agosto de 2021 o relatório da DGS evidenciou 7 milhões de portugueses vacinados com a 1ª dose (69% da população) e 5.8 milhões com a 2ª dose (57%).
As elevadas taxas de vacinação não evitaram a subida de casos e óbitos verificados no passado mês de Julho, claramente superiores ao mesmo período em 2020. Com um total de 268 novos óbitos atribuídos à Covid-19, Julho de 2021 termina com um excesso de 110 mortes relativamente ao ano transato.
No que respeita novos casos a diferença é ainda maior. Em Julho de 2021 houve 88.931 novos casos positivos confirmados, cerca de dez vezes mais que no mesmo período em 2020 (com apenas 8787 casos). Esta diferença pode estar relacionada com ao aumento exponencial de testes que, nos meses de Abril, Maio, Junho e Julho deste ano, alcançaram cerca de 40% (6 milhões) dos 15 milhões de testes efectuados em Portugal desde o início da pandemia.
Segundo as declarações desta Terça-Feira da Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, a maioria das mortes recentes atribuídas à covid-19 têm mais de 80 anos e têm a vacinação completa.























Esta é uma notícia alarmista que de notícia não tem praticamente nada. Notícia seriam as razões na origem dos números. E aí temos:
«Esta diferença pode estar relacionada com ao aumento exponencial de testes que, nos meses de Abril, Maio, Junho e Julho deste ano, alcançaram cerca de 40% (6 milhões) dos 15 milhões de testes efectuados em Portugal desde o início da pandemia.
Segundo as declarações desta Terça-Feira da Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, a maioria das mortes recentes atribuídas à covid-19 têm mais de 80 anos e têm a vacinação completa.»
Portanto, a notícia é de que com mais testes foram detectados mais casos e de que as pessoas idosas, e por isso muito debilitadas, são as principais vítimas, ou seja, a vacinação está a mostrar quanto é útil, pois as pessoas abaixo de 80 anos parecem estar bem protegidas. E tanto para uma notícia alarmista…